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Mercado financeiro brasileiro vive semana de otimismo com Ibovespa em alta consecutiva
O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana em clima de euforia. O Ibovespa, principal índice da B3, atingiu 155.257 pontos na segunda-feira (10), com alta de 0,77%, marcando o 14º ganho consecutivo e batendo recorde pela 11ª vez seguida. A bolsa acumula valorização de 29,08% em 2025, a maior alta anual desde 2019, quando subiu 31,58%.
Dólar recua e real se fortalece
No mercado de câmbio, o cenário também foi positivo. O dólar comercial fechou a segunda-feira a R$ 5,307, com recuo de 0,55%. A divisa acumula queda de 1,36% em novembro e desvalorização de 14,12% no ano, refletindo o fortalecimento do real frente à moeda americana.
Setores em destaque impulsionam ganhos
As ações de petroleiras, mineradoras e bancos lideraram os ganhos da sessão. O setor de tecnologia também registrou alta de 0,49%, enquanto outros segmentos mais sensíveis ao câmbio mantiveram estabilidade.
Inflação desacelera, mas segue acima da meta
O Ministério da Fazenda revisou para baixo suas projeções econômicas na quinta-feira (13). A Secretaria de Política Econômica reduziu a estimativa do IPCA (inflação oficial) de 4,8% para 4,6% em 2025, ainda acima do teto de 4,5% estabelecido pelo sistema de metas.
Para 2026, o governo projeta inflação de 3,6%, retornando ao intervalo de tolerância. A perspectiva de menor inflação reflete a apreciação do real, queda na inflação do atacado agropecuário e industrial, além do excesso de oferta de bens em escala mundial.
PIB desacelera mais que o esperado
Apesar do otimismo no mercado de ações, a economia real segue sob pressão. O Ministério da Fazenda reduziu sua projeção de crescimento do PIB de 2,3% para 2,2% em 2025. A manutenção da taxa Selic em patamar elevado continua impactando a atividade econômica e restringindo o mercado de crédito.
Expectativas para os próximos passos
Investidores aguardam sinais do Banco Central sobre quando começará a reduzir a Selic. Caso a inflação de outubro venha mais baixa que o previsto, há possibilidade de cortes de juros iniciarem em janeiro de 2026, em vez de março. Juros mais baixos tendem a estimular migração de investimentos para a bolsa de valores.
O governo federal também ampliou o Plano Brasil Soberano, reduzindo de 5% para 1% o impacto mínimo nas exportações exigido para empresas solicitarem financiamento de apoio às tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Photo by Danylo Harmatiy on Unsplash






