domingo, 12 abril, 2026

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Ibovespa interrompe sequência de 15 altas

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Bolsa brasileira cai e encerra maior sequência de recordes desde 1994

O Ibovespa interrompeu nesta quarta-feira sua impressionante sequência de 15 altas consecutivas, encerrando um ciclo que não se repetia desde maio e junho de 1994. O principal índice da bolsa brasileira fechou em queda, marcando o fim de uma das maiores sequências de ganhos da história do mercado financeiro nacional.

A sequência recorde havia elevado o Ibovespa a patamares históricos, ultrapassando pela primeira vez os 158 mil pontos durante a sessão de terça-feira (11). No melhor momento, o índice atingiu 158.467,21 pontos, refletindo otimismo dos investidores com possíveis cortes de juros no Brasil após a inflação de outubro desacelerar para 0,09%.

O que mudou no mercado

A queda desta quarta interrompe o ciclo de valorização que havia acumulado ganhos significativos na semana. Na sexta-feira anterior (14), o Ibovespa havia fechado em alta de 0,37%, aos 157.739 pontos, acumulando ganho de 2,39% na semana.

Esse desempenho refletia confiança dos agentes financeiros em relação ao cenário doméstico. A inflação de outubro, ao atingir apenas 0,09%, ficou abaixo das expectativas do mercado, alimentando esperança de que o Banco Central pudesse iniciar um ciclo de redução da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano.

Contexto macroeconômico desafiador

Apesar do desempenho positivo da bolsa, a economia brasileira enfrenta contradições importantes. Enquanto o mercado de trabalho bate recordes históricos de emprego, a inflação acumulada em 12 meses permanece em 5,13%, bem acima do teto da meta de 4,5% definida pelo Banco Central.

O Ministério da Fazenda revisou para baixo as projeções de crescimento do PIB para 2025, de 2,3% para uma expansão menor. Para 2026, a expectativa é de crescimento ainda mais reduzido, em torno de 1,5% a 1,78%, dependendo da fonte. Esse cenário reflete o custo do aperto monetário necessário para combater a inflação.

O mercado financeiro reduziu a previsão de inflação para 4,55% ao final de 2025, ainda acima do teto tolerado. A estimativa para a taxa Selic permanece em 15% ao ano até o encerramento do ano, com expectativa de queda para 12,25% ao final de 2026.

Pressões externas

Além dos desafios internos, o Brasil enfrenta pressão comercial externa. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) alertou sobre a urgência nas negociações com Washington para retirada da sobretaxa de 40% que incide sobre as exportações brasileiras.

O dólar, que havia fechado abaixo de R$ 5,30 durante o ciclo de altas, acumula queda de 1,64% em novembro e de 14,34% em 2025, sinalizando maior confiança relativa na moeda brasileira, embora a volatilidade continue presente.

O que esperar

O Banco Central reforçou em ata que manterá a taxa Selic em seu patamar atual por um período prolongado para garantir o cumprimento da meta de inflação. O próximo encontro do Copom ocorre nos dias 4 e 5 de dezembro, quando a decisão sobre a continuidade ou início de cortes será comunicada.

A semana de 17 a 21 de novembro trará divulgações fundamentais, incluindo a ata do Federal Open Market Committee (FOMC) dos EUA e dados econômicos que podem influenciar o fluxo de capitais para o Brasil e o desempenho continuado da bolsa.

Photo by Vadim Shevyrin on Unsplash

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