quarta-feira, 15 julho, 2026

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Mercado e startups: Bolsa bate recorde e Plano Brasil

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Bolsa brasileira registra 14ª alta consecutiva e supera 155 mil pontos

O índice Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, fechou em alta de 0,77% nesta segunda-feira (10), atingindo 155.257 pontos. Essa foi a 14ª sessão seguida de valorização, o que aproxima a sequência recorde de 15 altas consecutivas registrada em 1994, pouco antes do Plano Real. No acumulado de 2025, o Ibovespa sobe mais de 29%, a maior alta anual desde 2019, impulsionado por ações de petroleiras, mineradoras e bancos.

O otimismo no mercado financeiro está ligado a expectativas sobre a política monetária do Banco Central. Investidores aguardam a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e os dados de inflação de outubro para avaliar o momento ideal para redução da taxa Selic, que pode ocorrer já em janeiro de 2026, antecipando a previsão anterior de março. Juros menores tendem a aumentar o apetite por renda variável, fortalecendo o mercado de ações.

Startups e setores em alta: educação e incorporações lideram valorização

Além do desempenho das blue chips, o mercado de startups e pequenas empresas ganhou destaque em 2025. Segundo levantamento da Elos Ayta, 14 ações do Ibovespa, Small Caps e outros índices já dobraram de valor no ano, com a Cogna (educação) apresentando alta de mais de 240%. Setores ligados à educação privada e ensino digital refletem otimismo na retomada econômica e no avanço tecnológico.

O segmento de incorporações imobiliárias também se sobressai, com sete das 14 empresas que dobraram valor atuando nessa área, demonstrando resiliência e expectativa de crescimento no mercado imobiliário brasileiro.

Plano Brasil Soberano amplia acesso a financiamento para empresas afetadas por tarifas dos EUA

Em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos, o governo federal ampliou o acesso ao Plano Brasil Soberano, programa que oferece apoio financeiro a empresas impactadas. A exigência mínima de impacto nas exportações para solicitar o financiamento caiu de 5% para 1%, facilitando o acesso a recursos para muitos setores produtivos.

Essa medida visa mitigar os efeitos negativos das tarifas americanas, que chegaram a atingir até 40%, e fortalecer a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional. O ministro da Fazenda, Fernando Hadad, salientou que essas ações são estratégicas para manter a estabilidade econômica e preservar empregos.

Impactos e desafios

O cenário atual evidencia uma combinação de fatores que favorecem o mercado brasileiro: juros em possível queda, ações em valorização e políticas públicas de suporte. No entanto, a continuidade desse ciclo depende do controle da inflação, das negociações comerciais internacionais e da adaptação das startups e empresas tradicionais às novas demandas tecnológicas e econômicas.

Especialistas alertam para a necessidade de inovação constante nas startups brasileiras para manter a competitividade global, além da importância de políticas claras que incentivem investimentos e reduzam barreiras burocráticas.

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