domingo, 31 maio, 2026

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Ibovespa bate recorde e dólar reage a negociações

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Ibovespa registra 14ª alta seguida e alcança 155 mil pontos

O índice Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, fechou em alta de 0,77% nesta segunda-feira (10), atingindo 155.257 pontos. Essa foi a 14ª alta consecutiva, um recorde que aproxima a sequência histórica de 15 altas consecutivas registrada em 1994, pouco antes do Plano Real. Em 2025, o Ibovespa acumula valorização de 29,08%, a maior desde 2019, quando subiu 31,58%. O desempenho foi impulsionado principalmente por ações dos setores de petroleiras, mineradoras e bancos.

Mercado de câmbio e expectativas para juros

O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,307, com queda de 0,55%. A moeda americana tem apresentado volatilidade, influenciada por fatores internos e externos. No Brasil, o mercado financeiro está atento à divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e ao índice oficial de inflação (IPCA) de outubro. Caso a inflação venha abaixo do esperado, abre-se espaço para o Banco Central iniciar cortes na taxa Selic já em janeiro de 2026, o que tende a estimular ainda mais a bolsa de valores.

Negociações tarifárias entre Brasil e Estados Unidos

Na véspera, o dólar subiu para R$ 5,2975, refletindo o cenário internacional e as movimentações diplomáticas recentes. O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, se reuniram em Niagara Falls durante a reunião do G7 para discutir as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil. O foco está na reversão das tarifas que chegam a 40%, impostas na gestão anterior dos EUA, o que pode beneficiar setores exportadores brasileiros e melhorar o ambiente de negócios bilateral.

Pesquisa Mensal do Comércio e desempenho regional

O IBGE divulgou dados mistos para o comércio varejista em setembro. Enquanto 15 estados registraram queda nas vendas, com Maranhão (-2,2%) e Roraima (-2,0%) entre os piores resultados, Tocantins (3,2%) e Amapá (2,9%) lideraram as altas. No varejo ampliado, Tocantins teve avanço expressivo de 11,4%, contrastando com quedas em Paraná (-1,8%) e São Paulo (-1,6%).

Impacto do 13º salário na economia regional

O pagamento do 13º salário deve injetar cerca de R$ 23 bilhões na economia do Rio Grande do Sul até o final de 2025, conforme projeção do Dieese. Esse montante representa 5,9% do total previsto para o Brasil, que é de R$ 369,4 bilhões. Cerca de 95,3 milhões de brasileiros serão beneficiados, com média de R$ 3.512 por pessoa, o que pode impulsionar o consumo e setores ligados ao varejo e serviços.

Photo by Vadim Shevyrin on Unsplash

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