quarta-feira, 15 julho, 2026

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Ibovespa bate 12º recorde e ultrapassa 158 mil pontos

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Bolsa brasileira atinge novo patamar com otimismo sobre corte de juros

O Ibovespa fechou acima dos 157 mil pontos nesta terça-feira (11 de novembro), marcando o 12º recorde consecutivo e ultrapassando pela primeira vez a marca de 158 mil pontos. O principal índice da bolsa brasileira subiu 1,60%, aos 157.748,60 pontos, consolidando a maior sequência de altas desde maio-junho de 1994, quando também registrou 15 altas seguidas.

No melhor momento do pregão, o Ibovespa chegou a 158.467,21 pontos, batendo as marcas de 156 mil, 157 mil e 158 mil pontos em poucos minutos após a abertura. O dólar, por sua vez, fechou abaixo de R$ 5,30, refletindo o clima de confiança no mercado.

O que impulsionou a alta

O desempenho positivo da bolsa brasileira está diretamente ligado ao otimismo dos investidores com uma possível redução de juros. A inflação de outubro desacelerou para 0,09%, abaixo do esperado e atingindo o menor patamar no mês desde 1998. No acumulado de 12 meses até outubro, o IPCA registrou alta de 4,68%.

O Banco Central reforçou na ata da reunião anterior que mantém maior convicção de que a Selic — atualmente em 15% — deverá permanecer nesse patamar por um período bastante prolongado para cumprir o objetivo de levar a inflação à meta de 3%. Além disso, o BC observou uma dinâmica de inflação mais benigna que o esperado e alguma melhora na inflação de serviços.

Contexto do mercado financeiro

O cenário externo também contribuiu para o apetite por risco. Com o corte nas taxas de juros dos EUA e a manutenção da Selic no Brasil, há um fluxo maior de capital norte-americano para o país, permitindo que investidores aproveitem a diferença de taxas de juros entre as duas economias.

A valorização da bolsa no ano já alcança 24,3%, aproximando-se do preço-alvo de 153 mil pontos projetado para o fim de 2025. Analistas apontam que a expectativa de cortes futuros nas taxas de juros torna os ativos de risco, como ações, mais competitivos no mercado.

Perspectivas para o mercado

O mercado financeiro reduziu a previsão de inflação para 4,55% no Brasil até o final de 2025, ainda acima do teto da meta de 3% (com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual). A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano, com expectativa de queda para 12,25% ao fim de 2026.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 4 e 5 de dezembro, quando o comitê avaliará novamente o nível da Selic.

Photo by Vadim Shevyrin on Unsplash

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