Podcast sobre a materia – ouca no Spotify
Bolsa brasileira atinge novo patamar com otimismo sobre corte de juros
O Ibovespa fechou acima dos 157 mil pontos nesta terça-feira (11 de novembro), marcando o 12º recorde consecutivo e ultrapassando pela primeira vez a marca de 158 mil pontos. O principal índice da bolsa brasileira subiu 1,60%, aos 157.748,60 pontos, consolidando a maior sequência de altas desde maio-junho de 1994, quando também registrou 15 altas seguidas.
No melhor momento do pregão, o Ibovespa chegou a 158.467,21 pontos, batendo as marcas de 156 mil, 157 mil e 158 mil pontos em poucos minutos após a abertura. O dólar, por sua vez, fechou abaixo de R$ 5,30, refletindo o clima de confiança no mercado.
O que impulsionou a alta
O desempenho positivo da bolsa brasileira está diretamente ligado ao otimismo dos investidores com uma possível redução de juros. A inflação de outubro desacelerou para 0,09%, abaixo do esperado e atingindo o menor patamar no mês desde 1998. No acumulado de 12 meses até outubro, o IPCA registrou alta de 4,68%.
O Banco Central reforçou na ata da reunião anterior que mantém maior convicção de que a Selic — atualmente em 15% — deverá permanecer nesse patamar por um período bastante prolongado para cumprir o objetivo de levar a inflação à meta de 3%. Além disso, o BC observou uma dinâmica de inflação mais benigna que o esperado e alguma melhora na inflação de serviços.
Contexto do mercado financeiro
O cenário externo também contribuiu para o apetite por risco. Com o corte nas taxas de juros dos EUA e a manutenção da Selic no Brasil, há um fluxo maior de capital norte-americano para o país, permitindo que investidores aproveitem a diferença de taxas de juros entre as duas economias.
A valorização da bolsa no ano já alcança 24,3%, aproximando-se do preço-alvo de 153 mil pontos projetado para o fim de 2025. Analistas apontam que a expectativa de cortes futuros nas taxas de juros torna os ativos de risco, como ações, mais competitivos no mercado.
Perspectivas para o mercado
O mercado financeiro reduziu a previsão de inflação para 4,55% no Brasil até o final de 2025, ainda acima do teto da meta de 3% (com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual). A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano, com expectativa de queda para 12,25% ao fim de 2026.
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 4 e 5 de dezembro, quando o comitê avaliará novamente o nível da Selic.
Photo by Vadim Shevyrin on Unsplash






