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Brasil na liderança regional de remuneração tecnológica
O Brasil consolidou sua posição como líder em salários para profissionais de tecnologia na América Latina, segundo o relatório The State of Global Compensation 2025, da multinacional Deel. A análise examinou mais de 1 milhão de contratos em 150 países e revelou disparidades internas significativas no mercado brasileiro.
Números que definem o mercado
Engenheiros e cientistas de dados brasileiros recebem, em média, US$ 67 mil por ano — valor que coloca o país à frente de seus vizinhos regionais. No entanto, a liderança não é uniforme: profissionais de áreas técnicas desfrutam de salários competitivos, enquanto especialistas em vendas, marketing, produtos e design ainda estão distantes dos padrões das principais potências globais.
A disparidade de gênero também marca o cenário. Em engenharia e dados, homens ganham US$ 88 mil contra US$ 62 mil para mulheres. Em produtos e design, a diferença é menor: US$ 110 mil (homens) versus US$ 96 mil (mulheres).
IA e flexibilidade como diferenciais
O crescimento do setor acompanha a tendência global de valorização de especialistas em inteligência artificial e análise de dados. O relatório destaca a predominância do trabalho independente no país e a busca por modelos de remuneração flexíveis como fatores que impulsionam a corrida por talentos em IA.
Contexto mais amplo da inovação brasileira
A liderança salarial ocorre em momento de expansão tecnológica no Brasil. O país receberá um dos cinco supercomputadores de IA mais potentes do mundo, com investimentos previstos de até R$ 23 bilhões até 2028 no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. Simultaneamente, eventos como a Digital Week em Santos — que reuniu mais de 100 palestrantes, incluindo o CEO do WhatsApp — reforçam o posicionamento do Brasil como hub de inovação regional.
Photo by Marvin Meyer on Unsplash






