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Semana marca avanços em inteligência artificial e novas regras para crianças
O Brasil consolidou esta semana sua posição como potência em tecnologia e inovação, com dois movimentos estratégicos: o avanço na soberania digital através de investimentos em inteligência artificial e a aprovação de novas regras para proteger menores de idade no ambiente digital.
Supercomputador de IA reforça soberania digital
O país está em vias de receber um dos cinco supercomputadores de inteligência artificial mais potentes do mundo. A iniciativa faz parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que prevê investimentos de até R$ 23 bilhões até 2028.[2] O objetivo é reforçar a segurança de dados e a soberania digital brasileira em um cenário de crescente competição global por tecnologia de ponta.
Além disso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) anunciou investimento de R$ 35 milhões para impulsionar pesquisa e desenvolvimento em inteligência artificial, ciência de dados e inovação no Piauí.[6] Os repasses devem acelerar projetos científicos e tecnológicos no estado.
Novas regras de idade para redes sociais e IA
O Brasil elevará em 2026 a idade mínima recomendada para uso de redes sociais e ferramentas de inteligência artificial. Segundo o ECA Digital (Estatuto da Criança e do Adolescente Digital), aplicativos de mensagem serão recomendados para maiores de 12 anos, redes sociais para 16 anos, e chatbots de IA para 14 anos.[3]
A regulamentação coloca sobre lojas de aplicativos (Apple, Google e Microsoft) a responsabilidade de verificar a idade dos usuários. Provedores de serviços digitais também terão obrigação de impedir acesso de menores a conteúdos impróprios, incluindo plataformas como Meta, TikTok e sites de apostas.
Tecnologia agrícola brasileira em destaque internacional
Nove empresas brasileiras participam da Agritechnica 2025, maior feira de tecnologia agrícola da Europa, que ocorre até 15 de novembro em Hannover, Alemanha.[4] O evento reúne mais de 430 mil visitantes de 130 países.
Destaque para a solução SaveFarm®, que utiliza algoritmos avançados de inteligência artificial para identificar plantas daninhas com precisão. O sistema já opera em mais de 200 fazendas na América do Sul e reduz o uso de herbicidas em até 95%.[4]
Inovação a serviço do meio ambiente
Durante a COP30, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, reforçou que inovação e tecnologia devem estar a serviço do meio ambiente.[5] Segundo ela, qualquer agenda de descarbonização passa necessariamente por ciência, tecnologia e inovação para descobrir mecanismos de sustentabilidade, bioeconomia e descarbonização industrial.
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