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Bolsa bate recorde e chega a 157 mil pontos
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, atingiu 157.633 pontos nesta quinta-feira (13), em meio a uma sequência de alta que acumula ganhos de 29,08% em 2025, a maior valorização anual desde 2019. A alta vem sendo impulsionada por setores como petroleiras, mineradoras e bancos, refletindo o otimismo dos investidores diante do cenário econômico interno e externo.
Na última segunda-feira (10), o índice fechou em 155.257 pontos, já representando a 14ª alta consecutiva, uma marca quase inédita desde 1994. A expectativa sobre a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e a possível redução da taxa Selic a partir de janeiro de 2026 têm impulsionado a migração de investimentos para a renda variável.
Dólar apresenta leve alta com cenário internacional
O dólar comercial terminou o dia cotado a R$ 5,2975, alta de 0,10% em 13 de novembro, influenciado pela retomada das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e o fim da paralisação do governo americano. O encontro entre o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Niagara Falls, durante reunião do G7, marcou avanço nas tratativas para redução das tarifas impostas aos produtos brasileiros.
Plano Brasil Soberano amplia apoio a empresas afetadas
O governo federal ampliou o acesso ao Plano Brasil Soberano, programa que oferece suporte financeiro às empresas impactadas pelas tarifas americanas. A nova portaria diminuiu de 5% para 1% a exigência mínima de impacto nas exportações para solicitar o financiamento, beneficiando um número maior de companhias brasileiras.
Varejo brasileiro mostra sinais mistos em setembro
A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, apontou desempenho desigual no comércio varejista em setembro. Enquanto 15 unidades federativas registraram queda, com destaque negativo para Maranhão e Roraima, estados como Tocantins e Amapá apresentaram crescimento expressivo. Itens farmacêuticos e de perfumaria subiram 1,3%, refletindo mudanças no consumo.
Impactos e perspectivas
O cenário atual favorece a continuidade da alta da bolsa, especialmente se a inflação oficial de outubro surpreender positivamente, criando espaço para cortes mais cedo na taxa Selic. Por outro lado, a oscilação do dólar e a instabilidade política interna e externa exigem atenção dos investidores. As negociações comerciais entre Brasil e EUA podem influenciar diretamente setores exportadores e a indústria nacional.
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