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Ibovespa atinge novo recorde com alta de 0,77%
O índice Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, fechou na segunda-feira (10) aos 155.257 pontos, registrando alta de 0,77% e marcando a 14ª sessão consecutiva de valorização. Essa sequência aproxima o recorde histórico de 15 altas consecutivas, alcançado em 1994, pouco antes do Plano Real. Em 2025, o Ibovespa acumula alta de 29,08%, a maior desde 2019, quando subiu 31,58%. O desempenho foi impulsionado principalmente por ações de petroleiras, mineradoras e bancos, refletindo otimismo no mercado financeiro nacional e internacional[1].
Queda do dólar e expectativa sobre juros
O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,307, com recuo de 0,55%, acompanhando a tendência de baixa durante toda a sessão. O mercado brasileiro aguarda a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e os dados oficiais da inflação de outubro para avaliar a possibilidade de cortes na taxa Selic já a partir de janeiro de 2026, o que pode estimular ainda mais os investimentos em renda variável[1].
Negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos
Em meio ao cenário positivo da bolsa, o governo brasileiro mantém negociações com os Estados Unidos para reverter tarifas comerciais impostas a produtos brasileiros. Na última semana, o chanceler Mauro Vieira se reuniu com o secretário de Estado americano Marco Rubio em Niagara Falls, durante encontro do G7, para discutir avanços nas tratativas bilaterais. O Brasil enviou uma proposta formal aos EUA em 4 de novembro, buscando reduzir tarifas que chegam a 40% em alguns setores[3][7].
Paralelamente, o governo ampliou o acesso de empresas ao Plano Brasil Soberano, que oferece apoio a setores impactados pelas tarifas, ampliando critérios de faturamento e abrangência setorial para incluir fornecedores. O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou o equilíbrio entre negociações diplomáticas e medidas de suporte ao setor produtivo nacional[7].
Setor varejista e perspectivas econômicas
A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE indicou resultados mistos para o comércio varejista em setembro, com quedas em 15 das 27 unidades federativas, mas avanços em estados como Tocantins e Amapá. Itens como artigos farmacêuticos e de perfumaria apresentaram crescimento, enquanto o consumo geral ainda mostra sinais de fragilidade. O setor acompanha de perto as expectativas sobre a política de juros e o cenário político-econômico, que influenciam o ritmo da economia[3].
Empresas brasileiras em destaque na bolsa
Em 2025, 14 ações do Ibovespa e do Small Caps dobraram de valor, com destaque para a Cogna, que subiu 240,16% devido à reestruturação financeira e recuperação no setor educacional. Movida e Moura Dubeux também apresentaram valorização superior a 190%, refletindo o otimismo dos investidores com a retomada econômica e a estabilidade política[8].
Photo by Vadim Shevyrin on Unsplash






