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Bolsa brasileira registra 14ª alta consecutiva e ultrapassa 155 mil pontos
O índice Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, encerrou a última segunda-feira (10) aos 155.257 pontos, com alta de 0,77%, marcando a 14ª alta seguida e aproximando-se do recorde histórico de 15 altas consecutivas registrado em 1994. O desempenho foi impulsionado por ações de setores como petroleiras, mineradoras e bancos, refletindo um otimismo no mercado interno e externo. Em 2025, o Ibovespa acumula valorização de 29,08%, a maior desde 2019.
O dólar comercial fechou em queda, cotado a R$ 5,307, recuando 0,55% no dia, influenciado pela expectativa de divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e dos dados de inflação de outubro, que podem abrir espaço para cortes na taxa Selic já em janeiro de 2026, estimulando investimentos na bolsa.
Projeção do PIB para 2025 é revisada para baixo pelo governo
O Ministério da Fazenda divulgou no dia 13 de novembro uma revisão para baixo na projeção do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, de 2,3% para 2,2%. A expectativa de inflação (IPCA) também foi ajustada, de 4,8% para 4,6%. A desaceleração da economia no terceiro trimestre, refletida em dados do IBGE, e o impacto da política monetária restritiva explicam a revisão.
Setores como agropecuária tiveram projeção de crescimento elevada para 9,5%, enquanto indústria e serviços foram revisados para baixo, com 1,3% e 1,9%, respectivamente. O cenário ainda é marcado pela redução das concessões de crédito e desaceleração do mercado de trabalho, apesar da taxa de desemprego permanecer baixa.
Contexto externo e fiscal mantém incertezas
O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou a projeção para a economia brasileira em 2025, mas alerta para desaceleração mais forte em 2026, em meio a tarifas elevadas impostas pelos EUA e incertezas na política comercial global. Internamente, a demora na divulgação do pacote fiscal pelo governo gera nervosismo no mercado, afetando a cotação do dólar e a volatilidade do real.
O Banco Central do Brasil realizou leilões de venda de dólares para conter a alta da moeda americana, mas a pressão permanece devido a fatores internacionais e à expectativa sobre medidas fiscais que garantam a sustentabilidade das contas públicas no médio e longo prazo.
Impactos para investidores e consumidores
- A perspectiva de cortes na taxa Selic pode estimular a migração de investimentos para a bolsa, reforçando o otimismo recente do mercado acionário.
- A volatilidade do dólar impacta setores ligados à importação, exportação e financiamento em moeda estrangeira, influenciando preços ao consumidor e inflação.
- A desaceleração econômica e a revisão das projeções indicam um cenário de cautela para o crescimento e para o consumo em 2025.
Photo by Mathieu Stern on Unsplash






