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Ibovespa atinge 155 mil pontos com 14 altas consecutivas
Na última segunda-feira (10), o índice Ibovespa da B3 fechou aos 155.257 pontos, registrando alta de 0,77% e alcançando sua 14ª alta consecutiva — uma sequência próxima do recorde histórico de 15 dias, registrado em 1994. O desempenho foi impulsionado principalmente por ações de petroleiras, mineradoras e bancos. Em 2025, o Ibovespa acumula valorização de 29,08%, a maior desde 2019, quando subiu 31,58%.
Esse movimento reflete a confiança dos investidores no mercado brasileiro, mesmo em meio à queda do dólar comercial, que recuou 0,55% para R$ 5,307 na mesma data. A expectativa está voltada para a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que pode sinalizar cortes na taxa Selic já em janeiro, o que tende a favorecer investimentos em renda variável.
Setores de educação e incorporação lideram valorização de ações
Um levantamento recente identifica 14 ações do Ibovespa e Small Caps que dobraram de valor em 2025 até novembro, com destaque para a Cogna, que valorizou 240,16%, impulsionada pela reestruturação financeira e retomada dos resultados no setor de serviços educacionais. Outros destaques são Movida e Moura Dubeux, com altas próximas de 200%.
Setorialmente, o mercado de incorporações domina o ranking, com sete empresas, seguido pelo setor de educação, que tem forte otimismo pela expansão do ensino privado e digital.
Plano Brasil Soberano amplia apoio a empresas afetadas por tarifas dos EUA
O governo brasileiro ampliou o acesso ao Plano Brasil Soberano, que oferece suporte financeiro a empresas impactadas pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. A portaria reduziu de 5% para 1% o impacto mínimo nas exportações para requerer o benefício e ampliou os critérios de faturamento e abrangência setorial, incluindo fornecedores.
Essas medidas acompanham as negociações diplomáticas recentes entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que tentam reverter tarifas elevadas impostas ao Brasil, em um esforço para preservar a competitividade das exportações brasileiras.
Startups e tecnologia: debate sobre regulação e inovação
No campo da tecnologia e inovação, o Brasil vem avançando em debates sobre a regulação da criptoeconomia, com movimentos recentes de grandes bancos como Bradesco e Itaú buscando influenciar a legislação para estabelecer regras claras para o setor. A expectativa é que um ambiente regulatório equilibrado estimule o crescimento das startups e atraia mais investimentos.
Além disso, o mercado de startups no Brasil continua aquecido, impulsionado pelo interesse crescente em fintechs, edtechs e soluções digitais para diversos setores. Esse movimento está alinhado ao crescimento da bolsa e às políticas públicas de incentivo à inovação.
Photo by Anne Nygård on Unsplash





