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Governo de SP e startups brasileiras marcam presença global
Nos últimos dias, o Estado de São Paulo intensificou sua estratégia de internacionalização ao levar dez startups para o Web Summit Lisboa 2025, um dos maiores eventos mundiais de tecnologia, que reúne mais de 70 mil participantes e cerca de mil palestrantes. O programa SP Global Tech, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com a Invest SP, impulsiona o protagonismo das startups paulistas em setores como inteligência artificial, fintechs, marketing digital e sustentabilidade, ampliando conexões com investidores e líderes globais.
Paralelamente, a startup Dynadok participa da Missão 4CIO 2025, evento que conecta empresas brasileiras a mais de 70 companhias estrangeiras no setor de TI, com foco no mercado americano. A Dynadok planeja expandir internacionalmente em 2026, destacando a ambição de startups brasileiras em escalar seus negócios globalmente.
Inteligência Artificial revoluciona o mercado de crédito no Brasil
A inteligência artificial (IA) não é mais uma promessa, mas uma realidade consolidada no sistema financeiro brasileiro, em especial no crédito. Segundo a Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), a IA, que evoluiu do machine learning para a IA generativa, tem transformado processos com ganhos expressivos em redução de custos operacionais (até 66%), aumento da precisão das análises, detecção de fraudes em tempo real e atualização instantânea do score de crédito.
Elias Sfeir, presidente executivo da ANBC, destaca que a tecnologia deve ser vista como uma inteligência expandida, combinando eficiência tecnológica com responsabilidade ética. O avanço tecnológico tem acelerado a criação de modelos estatísticos, que antes levavam semanas, para poucos dias, ampliando o acesso ao crédito de forma segura e inclusiva.
Segurança digital ainda é desafio para empresas brasileiras
Apesar dos avanços, a segurança digital permanece um ponto crítico: apenas 35% das empresas brasileiras envolvem equipes de segurança no desenvolvimento de novos produtos, segundo o primeiro Relatório Nacional de Cibersegurança da Cyber Economy Brasil. A maioria ainda não adota a prática de “segurança por design”, o que pode gerar vulnerabilidades, custos elevados e riscos reputacionais.
O estudo aponta que, enquanto 87% das empresas já utilizam firewall e 52% implementam autenticação multifator, 43% não aplicam IA de forma prática, embora 68% reconheçam seu valor estratégico. Além disso, 59% das companhias não traduzem riscos cibernéticos para a alta gestão, dificultando decisões informadas. Ainda assim, mais de 60% veem a cibersegurança como vantagem competitiva, indicando uma mudança gradual no mindset corporativo.
Brasil lidera salários em tecnologia na América Latina
O Brasil é líder regional na remuneração de profissionais de tecnologia, especialmente engenheiros e cientistas de dados, que ganham em média US$ 67 mil anuais, conforme o relatório The State of Global Compensation 2025 da Deel. O país destaca-se também pela predominância do trabalho freelance, com 84% dos contratos em tecnologia sendo de trabalhadores independentes, estratégia que traz agilidade e redução de custos, mas desafia as regulamentações trabalhistas.
As áreas de produto e design apresentam alta remuneração, mas ainda há disparidade salarial interna, especialmente entre gêneros e entre setores técnicos e comerciais.
Parcerias e financiamentos sustentáveis ganham força
Na COP30, realizada em Belém, o Banco do Brasil assinou um termo de intenções com o Banco Europeu de Investimento para captar 350 milhões de euros destinados ao apoio a mulheres empreendedoras e projetos de energia limpa na Amazônia Legal. A Finep também destacou a inovação e o financiamento sustentável, ressaltando que mais de 400 startups foram apoiadas em 2025 por programas focados em bioindústria e tecnologias limpas.
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