sábado, 18 abril, 2026

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Negócios, tecnologia e startups: o que move o mundo

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Na última semana, o cenário global de negócios, tecnologia e startups foi marcado por movimentos intensos, desde recordes na bolsa brasileira até novas disputas comerciais e avanços em políticas de apoio a empresas. O que aconteceu nos últimos dias pode definir tendências para os próximos meses.

Bolsa brasileira bate novo recorde

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou na segunda-feira (10) aos 155.257 pontos, com alta de 0,77% — a 14ª consecutiva. A valorização acumulada em 2025 já chega a 29,08%, a maior desde 2019. O impulso veio principalmente de ações de petroleiras, mineradoras e bancos, que lideraram os ganhos.

Segundo analistas, o otimismo do mercado está ligado à expectativa de corte nos juros básicos da economia (Selic). A ata do Copom, divulgada nesta terça-feira (11), será observada de perto: se a inflação de outubro vier abaixo do esperado, o Banco Central pode começar a reduzir a Selic já em janeiro, em vez de março.

Impacto das tarifas dos EUA e resposta do Brasil

Na política comercial, o Brasil intensificou as negociações com os Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniu com o secretário de Estado americano Marco Rubio em Washington para discutir as tarifas impostas pelo governo Trump, que chegaram a 40% em alguns setores.

Em resposta, o governo brasileiro ampliou o acesso de empresas ao Plano Brasil Soberano, programa de apoio a companhias afetadas pelas tarifas. A nova portaria reduziu de 5% para 1% o impacto mínimo nas exportações exigido para solicitar financiamento. O objetivo é proteger setores estratégicos e evitar demissões em massa.

Startups e tecnologia: inovação sob pressão

No campo da tecnologia, o debate sobre a regulação da criptoeconomia no Brasil ganhou força. Bancos como Bradesco e Itaú acionaram a Justiça para barrar propostas consideradas restritivas demais, alegando que podem inibir investimentos e inovação.

Enquanto isso, startups brasileiras seguem buscando alternativas para atrair capital, especialmente em setores como fintechs, logística e saúde digital. O cenário de juros altos e incerteza cambial, porém, exige estratégias mais cautelosas.

Impactos e perspectivas

  • O recorde da bolsa reflete confiança, mas também risco de bolha se os fundamentos econômicos não acompanharem.
  • As tarifas dos EUA pressionam exportadores, mas o Plano Brasil Soberano pode mitigar os efeitos negativos.
  • Startups precisam navegar entre regulação e inovação, em um ambiente de disputa por espaço e recursos.

Photo by Anne Nygård on Unsplash

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