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Bolsa brasileira segue em alta com inflação controlada
O Ibovespa fechou terça-feira (11) em novo recorde histórico, avançando 1,60% aos 157.749 pontos. É o 12º recorde consecutivo do índice, marcando a maior sequência de altas desde junho de 1994. O dólar, por sua vez, recuou 0,64% e fechou a R$ 5,2727 — o menor nível em 17 meses.
O otimismo nos mercados brasileiros reflete principalmente o resultado da inflação de outubro, que desacelerou a 0,09%, abaixo das expectativas do mercado que previa entre 0,10% e 0,16%. No acumulado de 12 meses até outubro, o IPCA ficou em 4,68%, também inferior à projeção de 4,75%.
O que impulsionou a bolsa
A queda na inflação alimenta esperança de redução de juros no Brasil. Economistas destacam que o resultado confirma um processo de desinflação mais consistente, com surpresas baixistas concentradas em bens e serviços administrados. A energia elétrica residencial teve redução de 2,39%, exercendo o maior impacto negativo no índice do mês.
Entre os destaques positivos na bolsa, as ações que mais subiram foram Lojas Hering (3,94%), Rizen (3,5%) e Magazine Luiza (3,44%). Por outro lado, ASA (queda de 2,05%) e Suzano (1,93%) lideraram as perdas.
Cenário internacional misto
Nos Estados Unidos, o Dow Jones atingiu novo recorde de fechamento, subindo 1,18% aos 47.927,96 pontos. O S&P 500 avançou 0,22%, enquanto o Nasdaq caiu 0,25%, pressionado pela queda de quase 3% nas ações da Nvidia. O Senado americano aprovou o fim do shutdown, reduzindo incertezas no mercado global.
Impactos corporativos
No Brasil, a Oi teve sua recuperação judicial convertida em falência — a notícia corporativa mais impactante do dia. A Rede D’Or firmou parceria com a Atlântica, vendendo 49,99% da maternidade São Luís. O Banco Pan reportou lucro líquido de 187 milhões, enquanto a JSL divulgou lucro ajustado de 35,8 milhões, com reação positiva do mercado apesar da queda de 51% no período.
O que muda para você
A sequência de recordes na bolsa reflete confiança dos investidores na economia brasileira. A inflação controlada abre espaço para o Banco Central reduzir juros, o que pode impactar positivamente empréstimos e financiamentos. O dólar mais fraco favorece importadores e turistas, mas pressiona exportadores.
Photo by Vadim Shevyrin on Unsplash






