segunda-feira, 13 abril, 2026

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Brasil protagoniza inovação global em tech

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Delegação recorde de startups brasileiras marca presença no Web Summit Lisboa

O Brasil chega ao Web Summit Lisboa 2025 — um dos maiores eventos globais de tecnologia e inovação — com delegação de mais de 370 startups e empresas inovadoras de todas as regiões do país. O evento, realizado entre 10 e 13 de novembro na capital portuguesa, reúne expectativa de público superior a 70 mil pessoas e consolida o posicionamento do país como protagonista no cenário internacional de negócios e tecnologia.

A presença brasileira é coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O Pavilhão Brasil foi oficialmente inaugurado na terça-feira, 11 de novembro, pelos presidentes Jorge Viana (ApexBrasil) e Décio Lima (Sebrae).

Visibilidade e conteúdo em movimento

A ApexBrasil amplia o alcance da participação brasileira através do ApexPod em Movimento, versão itinerante do podcast oficial da Agência. Gravado entre 11 e 13 de novembro no Pavilhão Brasil, o videocast apresenta conversas com empreendedores, especialistas e investidores que impulsionam a inovação brasileira. O programa destaca o Brasil como protagonista, explorando temas como o avanço tecnológico nas diferentes regiões — com foco especial no Nordeste — e o papel de Portugal como porta de entrada para o mercado europeu.

Mercado de tecnologia aquece com tendências para 2025

Enquanto o Brasil consolida sua presença internacional, o mercado doméstico de tecnologia aponta tendências robustas para 2025. Segundo especialistas, três pilares orientam o crescimento: bem-estar, sustentabilidade e inteligência artificial.

A demanda por serviços personalizados — como nutrição e produtos naturais — continua em alta, refletindo a busca por qualidade de vida. Paralelamente, a sustentabilidade se fortalece com consumidores preferindo marcas que adotam práticas éticas e eco-eficientes. A inteligência artificial emerge como destaque, com estimativas do Fórum Econômico Mundial indicando que até 42% das tarefas sejam automatizadas até 2027.

Empresas investem em reskilling e upskilling para capacitar funcionários a trabalhar em conjunto com a tecnologia. A IA é utilizada para personalizar experiências — desde a seleção de colaboradores até aprimoramento de habilidades — resultando em maior eficiência e engajamento.

Disparidade salarial persiste na região

O Brasil lidera salários em tecnologia na América Latina, segundo relatório The State of Global Compensation 2025 da Deel, que analisou mais de 1 milhão de contratos em 150 países. Engenheiros e cientistas de dados brasileiros recebem, em média, US$ 67 mil por ano — equivalente a aproximadamente R$ 358 mil.

Porém, a liderança regional mascara disparidades internas. Enquanto áreas técnicas apresentam salários competitivos, profissionais de vendas, marketing, produtos e design ainda estão distantes dos padrões das principais potências tecnológicas. Na engenharia e dados, homens ganham US$ 88 mil contra US$ 62 mil para mulheres. Em produtos e design, homens recebem US$ 110 mil frente a US$ 96 mil para mulheres.

O relatório destaca que habilidades em inteligência artificial, análise de dados e negociação estratégica serão diferenciais no mercado, acompanhando a tendência global de valorização de especialistas impulsionada pela corrida por talentos em IA.

Inovação pública como estratégia climática

Em movimento paralelo, o Brasil reforça seu compromisso com inovação digital e sustentabilidade. Durante a COP30, o Ministério da Gestão e Inovação em Tecnologias (MGI) lançou o Cadastro Ambiental Rural (CAR) como primeiro Bem Público Digital do Brasil, integrando inovação tecnológica, transparência e impacto direto na vida das pessoas.

A iniciativa faz parte do Plano de Aceleração de Soluções (PAS) em Infraestruturas Públicas Digitais, liderado pelo Brasil em parceria com Noruega, Índia, Co-Develop e DPGA. O plano propõe compartilhamento de tecnologias públicas entre países, estimulando que cada governo disponibilize suas soluções digitais de interesse coletivo em formato aberto.

O posicionamento reforça que tecnologia deve andar lado a lado com sustentabilidade e justiça social, com estratégias de ação climática incorporando o potencial da inovação para enfrentar desafios de forma justa e eficaz.

O que muda para startups e negócios

Para pequenos negócios, a mensagem é clara: investimento em personalização de produtos e serviços, aliado a tecnologias inovadoras como inteligência artificial, otimiza operações e competitividade. Marketing com valores éticos e sustentáveis conquista o público consciente. Empresas que equilibram inovação e propósito estão mais preparadas para prosperar em um cenário dinâmico.

A presença brasileira no Web Summit Lisboa reforça que o país não apenas participa do debate global de tecnologia — ele o lidera, com soluções escaláveis e potencial de expansão internacional. Para o ecossistema nacional, a mensagem é dupla: há oportunidade internacional e demanda doméstica robusta. Quem se preparar agora colhe os benefícios de uma transformação digital ainda em curso.

Photo by Per Lööv on Unsplash

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