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O Brasil e os Estados Unidos deram passos concretos nas negociações sobre tarifas comerciais, com reunião de alto nível realizada nesta semana entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em Niagara Falls, Canadá, à margem da cúpula do G7. O encontro marca o avanço de tratativas que buscam aliviar as tensões comerciais entre os dois países, especialmente após o anúncio de novas sobretaxas sobre produtos brasileiros.
Proposta formal e ampliação de apoio
O governo brasileiro enviou uma proposta formal aos EUA no dia 4 de novembro, após reunião virtual entre as equipes técnicas dos dois países. O objetivo é impedir a exportação indireta de produtos brasileiros aos EUA via outros países, conforme destacou o economista Kevin Hassett, do governo americano. Paralelamente, o Brasil ampliou o acesso de empresas ao Plano Brasil Soberano, programa de apoio a setores afetados pelas tarifas, reduzindo exigências para participação.
Impactos econômicos e setoriais
As novas tarifas impactaram diretamente setores como o de café, que registrou forte queda nas vendas aos EUA. Segundo a Folha de S.Paulo, o consumidor americano já se adapta à ausência de produtos brasileiros, o que pode pressionar exportações e receitas. O governo brasileiro, no entanto, vê chance de retomar espaço no mercado americano com possível alívio tarifário, citado por Trump em declarações recentes.
Reações dos mercados
Os investidores acompanham de perto o desenrolar das negociações. O Ibovespa registrou alta de 0,77% na última sessão, encerrando acima dos 155 mil pontos, impulsionado por ações de petroleiras, mineradoras e bancos. O dólar comercial recuou para R$ 5,307, com queda de 0,55% no dia. O mercado espera a ata do Copom e a divulgação da inflação de outubro para avaliar o ritmo de corte da Selic, que pode ser antecipado para janeiro caso a inflação venha abaixo do esperado.
Projeções e próximos passos
Economistas apontam que a resolução das tarifas pode abrir espaço para crescimento das exportações brasileiras e estímulo à produção industrial. O setor de serviços, por sua vez, tem impulsionado as projeções de crescimento do PIB no terceiro trimestre. A próxima agenda inclui a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio de setembro, com expectativa de crescimento de 0,3% no conceito restrito e 0,1% no ampliado.
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