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Brasil e China selaram nesta quinta-feira (13) um novo ciclo de cooperação na área de radiofármacos, com o objetivo de ampliar a produção nacional e fortalecer a autonomia tecnológica no setor de saúde. O acordo, firmado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Corporação de Isótopos e Radiação da China (Circ), promete impactar diretamente o diagnóstico e tratamento de doenças como câncer no Brasil.
Detalhes da parceria
- Reunião ocorreu em Brasília, com a presença da ministra Luciana Santos e do presidente da Circ, Xiao Yafei.
- Acordo prevê expansão da produção nacional pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).
- Haverá compartilhamento e transferência de tecnologia entre Ipen e Circ.
- Proteção à propriedade intelectual será garantida.
Impactos e prazos
Segundo o MCTI, a parceria pode resultar na criação de uma subsidiária chinesa no Brasil e na formação de uma equipe especializada para viabilizar a operação, com previsão de avanço até 2026. O foco é garantir maior acesso a radiofármacos, insumos essenciais para diagnósticos e tratamentos oncológicos, reduzindo a dependência de importações.
Atualmente, o Brasil importa cerca de 90% dos princípios ativos para medicamentos, segundo dados do ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão. A nova parceria busca mudar esse cenário, promovendo inovação e autonomia no setor de saúde.
Posições das partes
Luciana Santos destacou que “as conversas regulares entre nossas equipes têm permitido avanços importantes na definição dos aspectos técnicos, comerciais e jurídicos que sustentam a viabilidade do empreendimento”. Já Xiao Yafei afirmou que a Circ quer “promover essa parceria entre China e Brasil na área de tecnologia nuclear mais aprofundada”.
Aspectos tributários de importação de insumos também estão em discussão, segundo o presidente da Circ.
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