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A bolsa brasileira segue em trajetória ascendente, com o Ibovespa fechando na quinta-feira (13) aos 157.632 pontos, após leve queda de 0,07% no último pregão. Apesar do recuo pontual, o índice acumula alta de 29,08% em 2025, a maior desde 2019, impulsionado por petroleiras, mineradoras e bancos. O dólar também oscilou, encerrando o dia em R$ 5,2975, com alta de 0,10%.
Indicadores econômicos e expectativas
Os dados do varejo de setembro mostraram avanço de 2% na comparação anual e alta de 0,3% na mensal, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE. No entanto, o desempenho foi regionalmente desigual: Tocantins liderou as altas (3,2%), enquanto Maranhão e Roraima registraram as maiores quedas. O varejo ampliado teve destaque em Tocantins (11,4%), mas caiu em estados como Paraná e São Paulo.
Esses números indicam uma recuperação ainda frágil do consumo, com impacto direto sobre empresas do setor. Ainda assim, a expectativa é de que ações promocionais como a Black Friday e o Black November possam impulsionar o fluxo de vendas nas próximas semanas.
Resultados corporativos e impactos
Entre as empresas, a Casas Bahia apresentou crescimento de receita e melhoria de EBITDA no terceiro trimestre, mas o prejuízo líquido superou as expectativas por conta de despesas financeiras elevadas. Já o Banco do Brasil registrou resultados abaixo do esperado, com aumento das provisões e deterioração da qualidade dos ativos, especialmente no crédito rural e em carteiras de varejo. O banco revisou para baixo o guidance de lucro e elevou a previsão de provisões.
Outros destaques foram a Ultracargo, com leve retração de EBITDA, e a Hidrovias, que mostrou avanço operacional e redução da alavancagem para 1,7x, beneficiada por menor dívida líquida e maior geração de caixa.
Tecnologia e startups: movimentações recentes
No cenário de tecnologia e startups, o Plano Brasil Soberano foi ampliado pelo governo, facilitando o acesso de empresas ao programa e reduzindo exigências de impacto nas exportações. A medida busca estimular setores afetados por tarifas internacionais e pode beneficiar startups ligadas à inovação e exportação.
Além disso, ações de empresas do setor de educação, como a Cogna, lideram o ranking de valorização em 2025, com alta superior a 240%. O movimento reflete o interesse dos investidores por modelos de negócios escaláveis e resilientes, mesmo em cenários de consumo moderado.
Impactos e perspectivas
Os indicadores econômicos, resultados corporativos e políticas públicas sinalizam um cenário de recuperação gradual, mas ainda com desafios. O avanço da bolsa e o interesse por tecnologia e startups indicam que o mercado busca oportunidades em setores com potencial de crescimento, mesmo diante de um consumo ainda fragilizado.
As próximas semanas serão decisivas para avaliar o impacto das ações promocionais, a evolução da inflação e as decisões do Copom sobre os juros. O ambiente político e as negociações internacionais também continuarão influenciando as expectativas dos investidores.
Photo by Mobina Ghazazani on Unsplash






