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Bolsa e câmbio em xeque com cenário externo e interno
O Ibovespa fechou o último pregão em leve queda de 0,07%, cotado a 157.632 pontos, após uma sequência de 14 altas consecutivas que levou o índice a superar os 155 mil pontos pela primeira vez em 2025. O recorde histórico, segundo a Agência Brasil, é o maior desde o Plano Real, com alta acumulada de 29,08% no ano — a maior desde 2019.
Apesar do recuo pontual, o mercado brasileiro segue em trajetória ascendente, impulsionado por ações de petroleiras, mineradoras e bancos. O dólar comercial, por sua vez, oscilou: fechou em R$ 5,2975, alta de 0,10% em relação ao dia anterior, mas ainda acumula queda de 14,12% em 2025.
Expectativa por juros e inflação
Investidores aguardam com atenção a ata do Copom, que será divulgada nesta terça-feira, e os dados da inflação oficial de outubro. Caso o IPCA venha abaixo do esperado, há espaço para que o Banco Central comece a cortar a Selic já em janeiro, em vez de março, o que pode impulsionar ainda mais a migração de recursos para a bolsa.
Startups e tecnologia: inovação em foco
Enquanto o mercado financeiro reage a fatores macroeconômicos, o ecossistema de startups e tecnologia brasileiro ganha destaque. O governo ampliou o acesso de empresas ao Plano Brasil Soberano, facilitando o ingresso de setores afetados por tarifas externas. A medida reduz exigências de impacto nas exportações, abrindo espaço para mais empresas de tecnologia e inovação acessarem linhas de crédito e apoio estatal.
Segundo o GCMais, a iniciativa busca fortalecer a competitividade nacional em um momento de tensões comerciais internacionais, especialmente com os EUA. O encontro entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado americano Marco Rubio, em Niagara Falls, foi marcado por discussões sobre tarifas e acordos comerciais, com expectativa de reversão parcial das barreiras impostas ao Brasil.
Empresas de tecnologia em alta
Entre as ações que mais se destacaram em 2025, as de tecnologia lideram o ranking de valorização. Segundo a B3, 14 ações do Ibovespa e do Small Caps dobraram de valor no ano, com destaque para Cogna, que registrou valorização superior a 100%. O setor de educação e tecnologia educacional tem sido um dos principais motores de crescimento, atraindo investidores nacionais e estrangeiros.
Impactos e debates
O cenário atual coloca em xeque a sustentabilidade da alta da bolsa, diante de incertezas políticas e econômicas. A deterioração da qualidade dos ativos bancários, especialmente no crédito rural, pressiona o lucro do Banco do Brasil, que revisou para baixo o guidance de lucro e elevou a previsão de provisões.
Por outro lado, o avanço do setor de tecnologia e startups mostra que há espaço para inovação e crescimento, mesmo em meio a um ambiente de juros altos e volatilidade cambial. O desempenho do varejo, com alta de 2% no ano e 0,3% no mês, também sinaliza recuperação do consumo, embora com variações regionais.
Photo by Mobina Ghazazani on Unsplash






