domingo, 31 maio, 2026

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Bolsa bate recorde pela 14ª vez; dólar cai com

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Mercado financeiro brasileiro segue em alta

O Ibovespa encerrou esta quinta-feira (13) aos 157.633 pontos, com leve queda de 0,07%, mas mantém sequência impressionante de valorização. A bolsa brasileira acumula 29,08% de alta em 2025, a maior valorização anual desde 2019, quando subiu 31,58%.

Apesar do recuo pontual, o índice segue próximo de seus recordes históricos, tendo batido máximas pela 11ª vez consecutiva na segunda-feira (10), quando atingiu 155.257 pontos. A sequência de altas reflete confiança dos investidores em ativos brasileiros, impulsionados principalmente por ações de petroleiras, mineradoras e bancos.

Dólar fecha em queda; negociações com EUA em foco

O dólar comercial fechou em alta de 0,10% nesta quinta-feira, cotado a R$ 5,2975. Apesar do movimento positivo do dia, a moeda americana acumula queda de 14,12% em 2025, refletindo pressão de fatores internos e externos favoráveis ao real.

O cenário internacional voltou ao foco dos investidores após o fim da paralisação do governo americano. Nesta quinta, o chanceler brasileiro Mauro Vieira se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Niagara Falls, à margem da reunião do G7, para discutir o progresso das negociações tarifárias entre os dois países.

Governo amplia proteção a empresas contra tarifas americanas

Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços publicaram na quarta-feira (12) a Portaria 21, que amplia significativamente o acesso ao Plano Brasil Soberano. A iniciativa oferece linhas de financiamento emergencial a empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

A mudança reduz drasticamente o critério de elegibilidade. Agora, empresas que tenham 1% do faturamento das exportações para os EUA impactado pelas tarifas podem acessar o programa. Na regra anterior, o requisito era comprovar impacto superior a 5% do faturamento bruto nas exportações americanas.

Varejo mostra sinais mistos em setembro

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira revelou desempenho heterogêneo do varejo brasileiro em setembro. As vendas avançaram 2% na comparação anual e 0,3% na comparação mensal.

Regionalmente, 15 das 27 unidades da federação registraram queda, com destaque para Maranhão (-2,2%) e Roraima (-2,0%). Entre as altas, Tocantins (3,2%) e Amapá (2,9%) lideraram. No varejo ampliado, Tocantins teve forte avanço de 11,4%, enquanto Paraná (-1,8%) e São Paulo (-1,6%) ficaram entre as maiores quedas.

Bancos enfrentam pressão em resultados do terceiro trimestre

O Banco do Brasil apresentou resultados fracos no terceiro trimestre de 2025, com lucro antes dos impostos (EBT) 11% abaixo do esperado. A deterioração foi impulsionada pelo aumento das provisões, pressionadas pela postergação de renegociações no segmento rural.

A qualidade dos ativos piorou, especialmente no crédito rural e em carteiras de varejo, levando o banco a revisar para baixo o guidance de lucro e elevar a previsão de provisões. Os indicadores de inadimplência subiram de forma disseminada, limitando a visibilidade para recuperação no quarto trimestre.

Photo by Adam Śmigielski on Unsplash

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