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Mercado financeiro em euforia enquanto Brasil negocia com Washington
O Brasil vive um momento de otimismo nos mercados financeiros. A bolsa de valores brasileira (B3) encerrou segunda-feira (10) aos 155.257 pontos, com alta de 0,77%, marcando a 14ª sessão consecutiva de ganhos. O Ibovespa já acumula valorização de 29,08% em 2025, a maior desde 2019, quando subiu 31,58%.
O desempenho impressiona especialmente considerando o contexto de incertezas comerciais. Ações de petroleiras, mineradoras e bancos lideraram os ganhos, enquanto o dólar comercial fechou a R$ 5,307, com queda de 0,55%. A divisa acumula recuo de 14,12% no ano.
Governo expande proteção às empresas atingidas por tarifas
Enquanto a bolsa celebra, o governo federal trabalha para blindar a economia das pressões externas. Na quarta-feira (12), os ministérios da Fazenda e Desenvolvimento ampliaram o Plano Brasil Soberano, programa de apoio a empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
A medida reduz de 5% para 1% o impacto mínimo nas exportações exigido para solicitar financiamento. Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a iniciativa busca equilibrar negociações com suporte ao setor produtivo, ampliando critérios de faturamento e abrangência setorial para incluir fornecedores.
Negociações comerciais em Washington
O chanceler brasileiro Mauro Vieira reuniu-se com o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio em Niágara, no Canadá, durante a reunião do G7. Os dois discutiram o avanço das tratativas sobre tarifas comerciais. O Brasil havia enviado proposta formal aos Estados Unidos em 4 de novembro, após encontro das equipes técnicas.
A expectativa é que o Brasil consiga reverter as tarifas de 40% impostas por Donald Trump. O setor de café, particularmente afetado, já relata forte queda nas vendas aos EUA, com americanos se adaptando à falta do produto brasileiro.
Dados econômicos e expectativas do mercado
Nesta quinta (13), a agenda traz divulgação importante: a Pesquisa Mensal do Comércio de setembro, com projeção de crescimento de 0,3% mês a mês. O mercado também aguarda a ata do Copom e dados de inflação oficial, sinais cruciais para decisões sobre a Taxa Selic.
Economistas analisam se a inflação mais baixa abrirá espaço para corte de juros em janeiro, em vez de março de 2026. Juros menores tendem a estimular migração de investimentos para a bolsa de valores.
Varejo em foco com Black Friday
O setor varejista segue sob pressão de desaceleração de consumo, apesar de sinalizações positivas. Analistas apontam que a Black November e a Black Friday devem beneficiar o fluxo de casas comerciais, com ações como Mercado Livre e Raia em destaque nas carteiras de investimentos.
Photo by Marga Santoso on Unsplash






