domingo, 31 maio, 2026

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Bolsa bate recorde e dólar cai com negociações

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Mercados brasileiros em alta enquanto governo negocia tarifas

O Ibovespa encerrou esta quinta-feira (13) com leve queda de 0,07%, aos 157.633 pontos, mas mantém trajetória de valorização ao longo do ano. Já o dólar comercial fechou em alta de 0,10%, cotado a R$ 5,2975, refletindo volatilidade no mercado de câmbio.

Apesar do recuo pontual, a bolsa brasileira acumula ganho de 29,08% em 2025 — a maior alta anual desde 2019 — e bateu recorde pela 11ª vez consecutiva em sessões recentes, impulsionada por ações de petroleiras, mineradoras e bancos.

Negociações diplomáticas ganham destaque

O encontro entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado americano Marco Rubio em Niagara Falls, à margem da reunião do G7, colocou em foco as negociações tarifárias entre Brasil e Estados Unidos. A expectativa do mercado é que o governo brasileiro consiga reverter as tarifas de 40% impostas pela administração Trump.

Em resposta, o governo federal ampliou o acesso de empresas ao Plano Brasil Soberano, iniciativa voltada a apoiar setores afetados pelas tarifas americanas, reduzindo exigências de impacto nas exportações para facilitar o acesso ao programa.

Varejo mostra sinais mistos em setembro

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE nesta quinta revelou desempenho heterogêneo do varejo brasileiro em setembro. O setor registrou avanço de 0,3% na comparação mensal e crescimento de 2% na comparação anual, conforme projeções do mercado.

Regionalmente, 15 das 27 unidades da federação registraram queda, com destaque para Maranhão (-2,2%) e Roraima (-2,0%). Entre as altas, Tocantins (3,2%) e Amapá (2,9%) lideraram. Artigos farmacêuticos e de perfumaria subiram 1,3%, sinalizando resilência em segmentos específicos.

Resultados corporativos pressionam bancos

O Banco do Brasil apresentou resultados fracos no terceiro trimestre de 2025, com lucro antes de impostos (EBT) 11% abaixo do esperado. O aumento das provisões, pressionadas pela postergação de renegociações no segmento rural, impactou os números. A deterioração da qualidade de ativos — especialmente em crédito rural — levou o banco a revisar para baixo o guidance de lucro.

A Casas Bahia, por sua vez, mostrou crescimento de receita e melhoria de EBITDA no terceiro trimestre, com avanço em todas as frentes de vendas (marketplace, lojas físicas e venda direta). Porém, o prejuízo líquido superou expectativas devido a despesas financeiras mais altas.

Agenda econômica segue densa

Investidores acompanham de perto indicadores econômicos domésticos e o ambiente político, que influenciam as projeções para os juros. A divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e dados de inflação oficial seguem no radar do mercado, com potencial para antecipar cortes na Taxa Selic.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve divulgará seu balanço patrimonial, enquanto o Bureau of Labor Statistics publica o Índice de Preços ao Consumidor (CPI), indicadores que também repercutem nos mercados brasileiros.

Photo by Danylo Harmatiy on Unsplash

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