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Ibovespa fecha em alta e amplia sequência de recordes consecutivos
O Ibovespa encerrou a terça-feira (11) com ganho de 1,60%, aos 157.748,60 pontos, mantendo sua impressionante sequência de 15 altas consecutivas — a maior desde maio-junho de 1994. Durante o pregão, o índice superou as marcas históricas de 156 mil, 157 mil e até 158 mil pontos, atingindo o pico de 158.467,21 pontos nos primeiros minutos após a abertura.
Enquanto isso, o dólar à vista recuou 0,62%, fechando a R$ 5,2746 ante o real, refletindo um cenário externo mais favorável aos ativos brasileiros.
Inflação desacelera e sustenta otimismo do mercado
O desempenho positivo da bolsa foi impulsionado pela divulgação de dados econômicos domésticos encorajadores. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu apenas 0,09% em outubro — a menor alta para o mês desde 1998 — ficando abaixo das expectativas de analistas, que previam alta de 0,16%.
A desaceleração inflacionária reforçou as discussões sobre a política monetária. O Banco Central divulgou a ata da reunião do Copom, que manteve a taxa Selic em 15%, e sinalizou que avalia o impacto de medidas fiscais, como a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Comércio exterior segue robusto em novembro
Na primeira semana de novembro, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,811 bilhão, com corrente de comércio de US$ 13,8 bilhões. As exportações somaram US$ 7,8 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 5,9 bilhões.
No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 297,5 bilhões e as importações, US$ 243,3 bilhões, gerando saldo positivo de US$ 54,2 bilhões. Comparando as médias até a primeira semana de novembro de 2025 com o mesmo período de 2024, as exportações cresceram 6,4%, enquanto as importações avançaram 7,9%.
Destaques do mercado de ações
Entre as maiores altas do pregão, Lojas Renner liderou com valorização de quase 4%, fechando a R$ 14,50. Raízen avançou 3,5% após anunciar a venda de uma usina como parte de seu plano de reestruturação. Magazine Luíza completou o pódio com alta de 3,44%, fechando a R$ 8,42.
No lado negativo, Asa registrou queda de 2%, seguida por Suzano, que recuou 1,93%, e Vale Minas, que perdeu 1,80%.
Contexto internacional favorável
O otimismo também foi alimentado por desenvolvimentos externos positivos. O Senado dos EUA aprovou o fim do shutdown, reduzindo incertezas sobre a economia americana e beneficiando ativos emergentes como o Brasil.
Photo by Anne Nygård on Unsplash






