terça-feira, 2 junho, 2026

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Ibovespa bate 15ª alta seguida e ultrapassa 158 mil

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Bolsa brasileira atinge novo recorde com otimismo sobre juros

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (11 de novembro), marcando a 15ª sequência de ganhos consecutivos — a maior desde 1994. O principal índice da bolsa brasileira subiu 1,60%, aos 157.748,60 pontos, ultrapassando pela primeira vez na história as marcas de 156 mil, 157 mil e 158 mil pontos, atingindo o pico de 158.467,21 pontos no melhor momento do dia.[1]

O que movimentou o mercado

O desempenho reflete otimismo dos investidores com a possibilidade de queda de juros no Brasil. A inflação de outubro desacelerou para 0,09% — o menor patamar mensal desde 1998 — e acumula 4,68% em 12 meses, sinalizando que o Banco Central pode iniciar cortes na taxa Selic em breve.[1]

O dólar também operou em queda, fechando abaixo de R$ 5,30, refletindo maior confiança no cenário doméstico. Analistas destacam que a expectativa de redução de juros torna os ativos de risco, como ações e bolsas, mais competitivos em relação a investimentos em renda fixa.[5]

Sinais do Banco Central

Na ata da reunião do Copom da semana anterior, quando manteve a Selic em 15%, o BC reforçou sua convicção de que uma manutenção prolongada da taxa atual levará a inflação à meta de 3%. O comitê também removeu o trecho que dizia que os núcleos de inflação se mantinham acima do valor compatível com a meta, sinalizando maior confiança no controle inflacionário.[1]

O mercado financeiro já precifica cortes de juros para os próximos meses. A estimativa dos analistas é que a Selic encerre 2025 em 15% ao ano, com expectativa de queda para 12,25% no final de 2026.[4]

Contexto maior: emprego forte pressiona inflação

Apesar do otimismo, a economia brasileira enfrenta um paradoxo. O mercado de trabalho bate recordes históricos, com a taxa de desemprego caindo em diversos estados no terceiro trimestre de 2025.[2] Esse cenário, porém, pressiona os preços, especialmente de serviços, tornando o equilíbrio entre crescimento e controle inflacionário delicado.[3]

As projeções para crescimento do PIB foram reduzidas: 2,16% para 2025 e 1,78% para 2026, refletindo o custo do ajuste inflacionário que o país enfrenta.[4]

Impacto para investidores

A sequência de recordes do Ibovespa — a maior desde maio-junho de 1994 — demonstra apetite renovado por risco entre investidores. A valorização acumulada da bolsa no ano chega a 24,3%, impulsionada também por um cenário externo mais favorável e bons resultados corporativos.[5]

Contudo, a inflação acumulada em 12 meses (5,17%) ainda permanece acima do teto de tolerância da meta (4,5%), mantendo a vigilância do Banco Central em nível máximo.[4]

Photo by ELISA KERSCHBAUMER on Unsplash

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