domingo, 31 maio, 2026

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Brasil avança em tecnologia nuclear com parceria

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Radiofármacos e autonomia tecnológica marcam novo acordo

O Brasil deu um passo estratégico na área de tecnologia nuclear nesta quinta-feira (13 de novembro). A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, se reuniu com o presidente do Conselho da Corporação de Isótopos e Radiação da China (Circ), Xiao Yafei, em Brasília, para fortalecer a cooperação bilateral na produção de radiofármacos — insumos essenciais para diagnósticos e tratamentos de câncer e outras doenças.[2]

O que muda com a parceria

Durante o encontro, as autoridades discutiram a expansão da produção nacional de radiofármacos pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), além de compartilhamento e transferência de tecnologia entre as instituições. A proposta central é garantir maior autonomia tecnológica do Brasil e benefícios diretos para a saúde da população.[2]

Segundo Luciana Santos, as conversas regulares entre as equipes têm permitido avanços importantes na definição dos aspectos técnicos, comerciais e jurídicos. Xiao Yafei reafirmou o compromisso chinês, destacando que a Circ quer aprofundar a parceria na área de tecnologia nuclear.[2]

Cronograma e próximos passos

A parceria poderá avançar ao longo de 2026, com a criação de uma subsidiária no Brasil e formação de equipe especializada para viabilizar a operação. Entre os pontos práticos em discussão estão aspectos tributários de importação de insumos e proteção à propriedade intelectual.[2]

Contexto mais amplo

O acordo se insere em um momento em que o Brasil intensifica investimentos em inovação e sustentabilidade. Na COP30, em Belém, a Finep anunciou três novas chamadas públicas, incluindo o edital Pró-Amazônia, que destina R$ 150 milhões para infraestrutura de pesquisa na Amazônia Legal, e editais voltados a startups da bioeconomia.[3]

A ministra também participou de diálogos sobre transparência climática, reforçando o compromisso brasileiro com o Acordo de Paris. Até 15 de abril deste ano, mais de 100 relatórios bienais de transparência foram submetidos globalmente, abrangendo cerca de 75% das emissões globais de gases de efeito estufa.[5]

Photo by M.M. on Unsplash

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