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Radiofármacos e cooperação com China marcam semana de avanços tecnológicos
O Brasil intensificou nesta semana suas apostas em tecnologia de ponta, com destaque para a cooperação bilateral em radiofármacos e o fortalecimento da posição do país em inovação global. Nesta quinta-feira (13), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, se reuniu com o presidente do Conselho da Corporação de Isótopos e Radiação da China (Circ), Xiao Yafei, em Brasília, para ampliar a parceria na produção de radiofármacos — insumos essenciais para diagnósticos e tratamentos de câncer e outras doenças.
Autonomia tecnológica em foco
Durante o encontro, as autoridades discutiram a expansão da produção nacional pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), além de compartilhamento e transferência de tecnologia. O objetivo central é garantir maior autonomia tecnológica do Brasil na área de saúde, reduzindo dependência externa.
Segundo Xiao Yafei, a parceria poderá avançar ao longo de 2026, com a criação de uma subsidiária no Brasil e formação de equipe especializada. Questões práticas, como aspectos tributários de importação de insumos, estão em discussão entre os países.
Inovação sustentável na COP30
Paralelamente, o Brasil reafirmou seu compromisso com inovação climática durante a COP30, em Belém. A Finep anunciou três novas chamadas públicas, incluindo o edital Pró-Amazônia, que destina R$ 150 milhões para infraestrutura de pesquisa na Amazônia Legal. Entre 2023 e agora, mais de 400 startups foram apoiadas por programas como Tecnova, Centelha e Inovacred.
Os temas prioritários incluem descarbonização do transporte, combustíveis sustentáveis, geração e armazenamento de energia, bioeconomia e economia circular.
Saúde e tecnologia na FISweek
Na semana anterior, a FISweek 2025 — descrita como o maior evento de inovação e tendências da saúde na América Latina — reuniu cerca de dez mil pessoas em três dias, com 700 palestrantes em 14 palcos. O debate central girou em torno do papel da tecnologia para garantir acessibilidade e equidade no sistema de saúde.
Especialistas alertaram para a necessidade de reduzir a dependência tecnológica brasileira. O ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão destacou que 90% dos princípios ativos para medicamentos são importados, reforçando a urgência de políticas públicas que fortaleçam a produção nacional.
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