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Bolsa brasileira registra alta histórica, mas com desconfiança
Em 2025, a bolsa brasileira acumulou uma valorização de 29% em reais, o que representa quase 50% em dólares, configurando a maior sequência de dias de alta desde 1997. Apesar desse desempenho expressivo, investidores locais mantêm cautela diante do cenário econômico e político do país.
Contexto e divergências entre especialistas
O crescimento da bolsa ocorre mesmo com juros altos e incertezas políticas, o que gera um debate entre gestores. Enquanto alguns veem potencial para novas altas, instituições como o UBS recomendam focar em setores de tecnologia nos Estados Unidos e Ásia, em detrimento das commodities brasileiras. O consenso aponta que a alta atual é um rali de curto prazo, desvinculado dos fundamentos econômicos do Brasil, e que pode ser revertido rapidamente caso o fluxo externo de investimentos mude.
Outros destaques do mercado nacional
- A Justiça decretou a falência da Oi, encerrando sua recuperação judicial, o que impacta o setor de telecomunicações.
- Fabricantes de cerveja apostam no quarto trimestre para recuperar o volume de vendas perdido ao longo do ano.
- A rede hospitalar Mater Dei registrou o maior EBITDA da sua história, melhorando sua geração de caixa.
- Corporate Venture Capitals (CVCs) ganham destaque entre fundadores de startups, sinalizando maior interesse em investimentos estratégicos.
Dados da balança comercial brasileira
Até a primeira semana de novembro de 2025, a corrente de comércio brasileira alcançou US$ 540,8 bilhões, com superávit de US$ 1,811 bilhão na balança comercial. As exportações somaram US$ 7,8 bilhões e as importações US$ 5,9 bilhões nesse período. Houve crescimento de 7,1% na corrente de comércio em relação ao mesmo período de 2024, com destaque para o setor agropecuário, que cresceu 42,2% em média diária de exportações.
Impactos e perspectivas
O desempenho da bolsa e da balança comercial refletem um momento de volatilidade e oportunidades no mercado brasileiro. A alta da bolsa, embora significativa, não traduz confiança estrutural, exigindo atenção dos investidores. Já o crescimento da corrente de comércio indica resiliência do setor exportador, especialmente na agropecuária, que pode impulsionar a economia nos próximos meses.
Photo by Adam Śmigielski on Unsplash






