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Novas regras para uso de redes sociais e IA no Brasil em 2026
O Brasil vai elevar a idade mínima recomendada para o uso de redes sociais e aplicativos de mensagens a partir de 2026, conforme documento que será enviado a entidades da sociedade civil e empresas do setor. A recomendação passa a ser de 16 anos para redes sociais e 12 anos para apps de mensagem, enquanto a idade para uso de chatbots de inteligência artificial (IA) cai para 14 anos. Essa mudança está alinhada ao Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital) e impõe às plataformas digitais a obrigação de verificar a idade dos usuários e impedir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos impróprios, afetando gigantes como Apple, Google, Meta e TikTok.
Impactos e reações do mercado
Essa medida representa um desafio para lojas de aplicativos e sistemas operacionais, que terão que implementar mecanismos rigorosos de verificação etária. O setor acompanha atentamente os desdobramentos, já que a responsabilidade se estende a qualquer provedor de serviço digital, incluindo comércio eletrônico e sites de conteúdo adulto. A Apple, Google e Microsoft estão entre as empresas que terão que se adaptar às novas regras, que buscam aumentar a proteção dos jovens no ambiente digital.
Brasil destaca-se em inovação agrícola na Agritechnica 2025
Paralelamente, o Brasil reforça sua presença na Agritechnica 2025, a maior feira de tecnologia agrícola da Europa, realizada em Hannover, Alemanha, até 15 de novembro. Nove empresas brasileiras apresentam soluções inovadoras, como máquinas agrícolas avançadas e sistemas de pulverização seletiva com uso de inteligência artificial, que já reduzem o uso de herbicidas em até 95% em mais de 200 fazendas da América Latina.
Inovação e sustentabilidade
Além da agricultura, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou a importância da tecnologia a serviço do meio ambiente, ressaltando que a agenda de descarbonização depende da ciência, inovação e sustentabilidade, especialmente na bioeconomia e agricultura.
Novas tecnologias de IA e desafios éticos
Na área de inteligência artificial, cresce a indústria dos chamados “deathbots” — robôs de IA que permitem conversar com avatares digitais de pessoas falecidas, baseados em dados digitais como mensagens e gravações de voz. Embora ofereçam uma forma inovadora de preservar memórias, esses sistemas enfrentam críticas por apresentarem respostas às vezes inadequadas emocionalmente e por transformarem a lembrança em produto comercial, com assinaturas e parcerias comerciais.
Contexto global e nacional
O Brasil também investe em soberania digital e inovação em IA, com aportes de R$ 35 milhões para pesquisa e desenvolvimento no Piauí, além de ampliar sua cooperação internacional em tecnologia. O país avança em supercomputação e políticas de incentivo à inovação, buscando consolidar sua posição técnica e climática globalmente.
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