segunda-feira, 21 setembro, 2026

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Brasil avança no cenário global de startups

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Brasil avança no cenário global de startups

O Brasil segue consolidando sua posição como protagonista do ecossistema de inovação na América Latina. Nos últimos dias, dados e eventos reforçaram o crescimento acelerado das startups brasileiras, tanto no cenário nacional quanto internacional.

Web Summit Lisboa 2025: protagonismo brasileiro

Entre 10 e 13 de novembro, o Web Summit Lisboa reuniu mais de 2.700 startups de 108 países, com destaque para a participação brasileira. Segundo a ApexBrasil, cerca de 350 startups e empresas inovadoras do Brasil estiveram presentes no evento, representando todas as regiões do país. O número é recorde e mostra a descentralização do ecossistema nacional, com destaque para o Norte e Nordeste.

De acordo com o Observatório Sebrae Startups, o Brasil ultrapassou a marca de 20 mil empresas inovadoras ativas em agosto de 2025 — um crescimento de mais de 30% em relação ao ano anterior. O país ocupa a 27ª posição no ranking global de startups, segundo o Startup Ecosystem Index 2025, publicado pela StartupBlink.

Captação de recursos e setores em alta

No terceiro trimestre de 2025, startups brasileiras captaram R$ 2,1 bilhões em 27 transações, um aumento de 23% frente ao mesmo período de 2024. O setor de tecnologia da informação e produtos financeiros liderou as captações, respondendo por mais de 80% dos recursos. Destaques incluem a QI Tech, que levantou R$ 350 milhões, e a NG.Cash, com R$ 147 milhões.

Além disso, o setor de inteligência artificial (IA) se destacou globalmente no Web Summit. Startups de IA captaram 334,6 milhões de dólares no evento, um aumento expressivo frente ao ano anterior. No Brasil, empresas como a Beegol, que utiliza IA para transformar o atendimento de operadoras, ganham cada vez mais espaço.

Expansão internacional e novos setores

Startups brasileiras estão cruzando o Atlântico em busca de novos mercados. O Web Summit Lisboa serviu como vitrine para negócios e conexões internacionais, com mais de mil investidores presentes. O setor aeroespacial também ganha destaque: a Safe On Orbit, startup brasileira que desenvolve sistemas para evitar colisões no espaço, recebeu o primeiro aporte de venture capital brasileiro no setor, no valor de cerca de R$ 1 milhão.

Segundo Farley Ramos, analista sênior da Bossa Invest, gestora responsável pelo aporte, o valor é simbólico, pois mostra que é possível criar soluções reais com pouco capital.

Impactos e debates

O crescimento das startups brasileiras gera debates sobre sustentabilidade, inclusão e o papel do Estado no apoio ao ecossistema. O Sebrae, principal parceiro do setor, destaca que o objetivo é criar ambientes favoráveis ao desenvolvimento de negócios em todo o território nacional.

Apesar dos avanços, especialistas apontam desafios, como a necessidade de maior diversidade de setores e a ampliação do acesso a recursos para startups fora dos grandes centros.

Photo by Austin Distel on Unsplash

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