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Cúpula dos Povos em Belém critica modelo capitalista e falsas soluções para o clima
Movimentos sociais reunidos em Belém, no Pará, encerraram neste domingo (16) a Cúpula dos Povos, evento paralelo à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). Com cerca de 20 mil participantes, a cúpula repudiou as chamadas “falsas soluções” para a crise climática e criticou o modelo capitalista vigente, que, segundo os organizadores, prioriza interesses corporativos em detrimento da justiça social e ambiental.
Mobilização popular e reivindicações
O encontro, que começou no dia 12 de novembro na Universidade Federal do Pará, contou com uma programação intensa, incluindo painéis, mesas redondas e atividades coletivas. Um dos momentos mais marcantes foi a barqueata na Baía do Guajará, que reuniu 5 mil pessoas em 250 embarcações. Além disso, uma passeata agregou diversos movimentos sociais e mobilizou cerca de 70 mil pessoas, segundo os organizadores.
Darcy Frigo, integrante da Comissão Política da Cúpula do Clima, destacou a importância da mobilização popular para pressionar por mudanças efetivas: “As pessoas viram nessa mobilização a possibilidade de gritar mais alto, de gritar coletivamente perante o processo que está acontecendo no espaço oficial da COP30, de onde nós não podemos esperar as soluções que estão demorando demais”.
Compromissos e expectativas para a COP30
O embaixador Correa do Lago, presidente da COP30, comprometeu-se a levar a declaração final da Cúpula dos Povos para os espaços oficiais de negociação da conferência, que iniciam a sessão de alto nível nesta segunda-feira (17). Ele afirmou estar confiante de que esta será a “COP da virada”, reforçando a necessidade de uma transição justa e participativa nos modos de produção globais.
Contexto global e impactos
A Cúpula dos Povos ocorre em um momento de crescente pressão internacional para que as nações adotem medidas mais eficazes contra as mudanças climáticas. O evento em Belém evidencia a insatisfação de setores da sociedade civil com as negociações oficiais, consideradas lentas e insuficientes para conter o avanço do aquecimento global.
Além do Brasil, outras regiões do mundo enfrentam desafios semelhantes, como a Europa, que registra o aquecimento mais rápido do planeta, e onde programas educativos como o “Greening” incentivam a proteção ambiental desde a infância.



