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Nova ordem executiva americana beneficia exportações brasileiras
O Brasil celebra avanços nas negociações comerciais com os Estados Unidos após a ordem executiva do presidente Donald Trump eliminar 10% de tarifas adicionais sobre produtos estratégicos da pauta de exportação brasileira. A medida, divulgada nesta semana, beneficia especialmente café, carne, sucos de frutas e produtos como açaí, goiaba, abacaxi e banana.
Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a redução tarifária representa progresso significativo. Com a nova ordem, o percentual de exportações brasileiras sem adicional de tarifa passa de 23% para 26%, o que corresponde a US$ 9,4 bilhões para US$ 10,3 bilhões em valores de 2024.
Suco de laranja é o maior beneficiado
Entre os produtos, o suco de laranja foi o mais favorecido pela redução. Alckmin ressaltou que o Brasil continuará negociando para reduzir ainda mais as tarifas, especialmente sobre o café, que mantém alíquota de 40%. “Nós vamos continuar trabalhando para reduzir mais. Realmente, no caso do café, não tem sentido. Ainda é alta”, afirmou o vice-presidente.
Governo amplia programa de crédito para empresas
Em resposta aos impactos do “tarifaço” americano, o Conselho Monetário Nacional aprovou resolução que amplia o alcance do programa Brasil Soberano. A principal mudança inclui fornecedores de empresas exportadoras entre os beneficiários das linhas de crédito, disponível a partir de 24 de novembro.
O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já aprovou R$ 7,6 bilhões em créditos para 535 operações solicitadas por 134 empresas de grande porte e 401 micro, pequenas e médias empresas. Há ainda R$ 2,1 bilhões em análise, totalizando R$ 9,7 bilhões.
Os estados mais beneficiados são São Paulo (R$ 2,2 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 1,2 bilhão), Santa Catarina (R$ 1,1 bilhão) e Paraná (R$ 900 milhões).
Exportações brasileiras em alta
A notícia chega em momento positivo para o comércio exterior brasileiro. Em outubro, as exportações atingiram R$ 290 bilhões acumulados de janeiro a outubro, um recorde. O mês de outubro cresceu 9,1% em relação ao período anterior, demonstrando a robustez do setor.





