sábado, 18 abril, 2026

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IA cresce 25 pontos em fábricas; Europa corre contra

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Inteligência Artificial dispara nas indústrias brasileiras

A inteligência artificial registrou o maior crescimento entre as tecnologias adotadas pelas fábricas brasileiras nos últimos dois anos. O salto foi expressivo: a IA passou de 16,9% de adoção em 2022 para 41,9% em 2024, um crescimento de 25 pontos percentuais que expõe uma nova fronteira de conectividade nos ambientes produtivos.

Esse avanço reflete a urgência das indústrias em modernizar processos, aumentar eficiência e reduzir custos operacionais. No entanto, a expansão acelerada da tecnologia traz consigo desafios significativos — especialmente no consumo de energia e água.

O custo ambiental da revolução tecnológica

Enquanto as fábricas abraçam a IA, data centers ao redor do mundo enfrentam um desafio crescente: o consumo sem precedentes de energia e água. Os chips de computadores de alta performance geram tanto calor que exigem sistemas sofisticados de resfriamento — combinando ar-condicionado industrial e tubos de água fria que, após passar pelos equipamentos, é descartada aquecida.

Esse cenário ganhou destaque em reportagem especial do Jornal Nacional durante a COP 30, que alertou: a expansão das empresas de inteligência artificial vai exigir um consumo energético nunca antes visto. Empresas de tecnologia assinam contratos de longo prazo com fornecedores de energia renovável, mas a mistura da energia na rede torna difícil garantir que cada elétron consumido venha de fontes limpas.

A situação se complica ainda mais com decisões políticas: o governo de Donald Trump ordenou a paralisação de novos parques eólicos e fazendas de energia solar, reduzindo a capacidade de expansão de fontes renováveis justamente quando a demanda por energia limpa atinge níveis históricos.

Corrida global: EUA, China e Europa em ritmos diferentes

A adoção acelerada de IA no Brasil ocorre em um contexto de disputa tecnológica global cada vez mais acirrada. Um novo relatório europeu revela três velocidades distintas na corrida pela supremacia em inteligência artificial, chips e computação quântica.

Estados Unidos mantêm a liderança, com gigantes como Google, IBM, Nvidia e Intel formando um sistema integrado de inovação. A China reduziu a distância de forma impressionante: mais de 55% das inovações radicais registradas entre China, EUA e União Europeia são chinesas, especialmente em visão computacional, vigilância inteligente, drones e cidades inteligentes.

A Europa, apesar de sua forte base científica, perde tração. O continente sofre com excesso de burocracia e falta de escala comercial, dependendo principalmente de instituições públicas e centros de pesquisa. Enquanto isso, a China aposta na diversidade, com estatais, startups e universidades trabalhando em conjunto.

O que muda para o Brasil

Para as indústrias brasileiras, o crescimento de 25 pontos na adoção de IA sinaliza uma transformação estrutural. Mas essa transformação não é isolada: está inserida em uma competição global onde quem não acompanha o ritmo corre risco de ficar para trás.

O desafio não é apenas tecnológico, mas também ambiental e geopolítico. Enquanto as fábricas brasileiras modernizam com IA, precisam estar atentas aos impactos de consumo energético e às implicações da disputa entre potências tecnológicas — que afeta desde a disponibilidade de chips até as políticas de energia renovável.

Photo by Igor Omilaev on Unsplash

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