quarta-feira, 3 junho, 2026

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Brasil lidera salários em tech e avança em parcerias

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Semana marca avanços estratégicos em tecnologia e inovação

O Brasil consolidou sua posição como líder regional em remuneração de profissionais de tecnologia e fechou importantes acordos internacionais na área nuclear. Os movimentos refletem a aposta do país em inovação e autonomia tecnológica em setores estratégicos.

Salários em tech: Brasil na frente da América Latina

Um levantamento da Deel, multinacional de recursos humanos, analisou mais de 1 milhão de contratos em 150 países e confirmou o Brasil como referência salarial na região. Engenheiros e cientistas de dados brasileiros recebem, em média, US$ 67 mil por ano, posicionando o país acima de concorrentes latino-americanos.

A disparidade interna, porém, permanece: profissionais de vendas, marketing, produtos e design ainda estão distantes dos padrões das principais potências tecnológicas globais. Na engenharia e dados, homens ganham US$ 88 mil contra US$ 62 mil para mulheres — uma diferença de 42%.

Modelo de trabalho: flexibilidade com riscos

O relatório destaca que 84% dos contratos em tecnologia são de freelancers (ICs — Independent Contractors), especialmente em Engenharia e Dados. Em Produto e Design, o índice sobe para 79%, enquanto em Vendas e Marketing cai para 55%.

Essa estrutura permite às empresas reduzir custos e ganhar agilidade, mas traz desafios regulatórios e risco de precarização. A tendência acompanha a corrida global por talentos em inteligência artificial e a busca por modelos de remuneração mais flexíveis.

Parceria Brasil-China em radiofármacos

Nesta quinta-feira (13), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, reuniu-se com o presidente do Conselho da Corporação de Isótopos e Radiação da China (Circ), Xiao Yafei, em Brasília. O encontro selou compromissos para fortalecer a cooperação na produção de radiofármacos — insumos essenciais para diagnósticos e tratamentos de câncer.

As autoridades discutiram a expansão da produção nacional pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), transferência de tecnologia e proteção à propriedade intelectual. A proposta é garantir maior autonomia tecnológica e benefícios diretos para a saúde.

Segundo Xiao Yafei, a parceria poderá avançar ao longo de 2026, com a criação de uma subsidiária no Brasil e formação de equipe especializada. Aspectos tributários de importação de insumos seguem em discussão.

Inovação verde na COP30

A Finep, agência vinculada ao MCTI, destacou inovação tecnológica e financiamento verde durante a COP30, em Belém. O presidente Luiz Antonio Elias ressaltou que a ciência amazônica, apoiada por recursos adequados e integrada aos saberes locais, representa diferencial estratégico para o Brasil.

Entre 2023 e agora, mais de 400 startups foram apoiadas por programas como Tecnova, Centelha e Inovacred. Três novas chamadas públicas foram anunciadas, incluindo o edital Pró-Amazônia, que destina R$ 150 milhões para infraestrutura de pesquisa na Amazônia Legal.

O que muda

Os movimentos desta semana indicam que o Brasil busca consolidar liderança em nichos tecnológicos específicos — desde remuneração competitiva até autonomia em setores críticos como saúde nuclear. A aposta em bioeconomia e tecnologias limpas, combinada com parcerias estratégicas, sinaliza transição de economia baseada em commodities para inovação de alto valor agregado.

Photo by Luca Bravo on Unsplash

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