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O governo brasileiro intensificou nesta semana as medidas de apoio ao setor produtivo, ampliando o acesso a linhas de crédito e lançando novas iniciativas para negócios de impacto socioambiental. As ações ocorrem em meio à pressão internacional por tarifas e à busca por maior inclusão e sustentabilidade.
Crédito emergencial para empresas afetadas
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou mudanças no Plano Brasil Soberano, que ampliam o acesso a R$ 30 bilhões em linhas emergenciais de crédito para empresas impactadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Agora, além dos exportadores, também podem solicitar o financiamento fornecedores dessas empresas, desde que tenham pelo menos 1% do faturamento bruto afetado.
As novas regras foram anunciadas pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O objetivo é preservar a liquidez, sustentar a produção e proteger empregos nos setores mais atingidos pelo choque tarifário.
Portal Impacta Brasil: vitrine para negócios verdes
Lançado na COP30, em Belém, o Portal Impacta Brasil apresentou 351 negócios de impacto socioambiental positivo, conectando investidores nacionais e internacionais a empreendimentos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A plataforma é uma iniciativa do MDIC, Caixa Econômica Federal, BNDES e outras instituições.
Segundo o secretário-adjunto de Economia Verde, Lucas Ramalho, o portal já mapeia mais de 350 negócios e deve expandir para outras categorias. Estados como Pará, Pernambuco, Alagoas, Ceará, Espírito Santo e Rio Grande do Norte já fazem parte do Sistema Nacional de Economia de Impacto (Simpacto).
Novas regras para vale-refeição
O governo também anunciou mudanças no sistema de vale-refeição, determinando que empresas com mais de 500 mil trabalhadores migrem para um modelo de arranjo aberto em até 180 dias. O objetivo é garantir que todos os cartões sejam aceitos em qualquer estabelecimento, com compensação financeira entre as empresas.
As novas regras proíbem práticas abusivas, como deságios e benefícios indiretos, e obrigam as empresas a orientar os trabalhadores e cumprir todas as normas do programa. A Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) criticou as mudanças, afirmando que elas podem fragilizar a fiscalização e reduzir o controle dos benefícios.
Impactos e posições
- Empresas exportadoras e fornecedoras ganham acesso a R$ 30 bilhões em crédito emergencial.
- Portal Impacta Brasil conecta 351 negócios de impacto socioambiental a investidores.
- Novas regras para vale-refeição visam maior inclusão, mas enfrentam críticas do setor.
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