Podcast no Spotify
Bolsa de Valores atinge 155 mil pontos com 14ª alta seguida
O índice Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, fechou na segunda-feira (10) aos 155.257 pontos, registrando alta de 0,77%. Essa foi a 14ª alta consecutiva, aproximando-se do recorde histórico de 15 altas seguidas, registrado em 1994. O desempenho foi impulsionado por ações de setores como petroleiro, mineração e bancos, refletindo otimismo no mercado.
Em 2025, o Ibovespa acumula valorização de 29,08%, a maior desde 2019, quando subiu 31,58%. O dólar comercial, por sua vez, recuou 0,55%, fechando a R$ 5,307, influenciado pela expectativa da divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e dos dados de inflação de outubro.
Economia brasileira desacelera e projeções são revisadas
Apesar do desempenho positivo da bolsa, a economia brasileira mostra sinais de desaceleração. O Ministério da Fazenda revisou para baixo a projeção do PIB de 2025, de 2,3% para 2,2%, e também ajustou a expectativa de inflação (IPCA) de 4,8% para 4,6%. Essa revisão reflete uma menor expansão no terceiro trimestre e os efeitos da política monetária restritiva vigente, com a taxa Selic em 15%.
Setores como agropecuária tiveram projeção de crescimento elevada para 9,5%, enquanto indústria e serviços foram revisados para baixo, com crescimento de 1,3% e retração de 1,9%, respectivamente. Indicadores recentes apontam contração no crédito e desaceleração no mercado de trabalho, apesar da taxa de desemprego ainda estar em níveis historicamente baixos.
FMI destaca desafios para a economia em 2026
O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou ligeiramente sua projeção para o crescimento do Brasil em 2025, mas alerta para uma desaceleração mais forte em 2026. O relatório destaca que tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros têm reduzido a demanda externa, afetando exportações e investimentos.
Além disso, o espaço fiscal restrito limita a capacidade do governo de estimular a economia doméstica, enquanto a política monetária permanece restritiva para controlar a inflação, que o FMI estima em 5,2% para 2025 e 4,0% para 2026, próximo ao centro da meta oficial.
Impactos e perspectivas
- A valorização da bolsa reflete confiança dos investidores, especialmente diante da expectativa de cortes na taxa Selic a partir de janeiro de 2026, caso a inflação venha abaixo do previsto.
- Por outro lado, a desaceleração econômica e as incertezas comerciais, como as tarifas dos EUA, pressionam setores produtivos e o crescimento do PIB.
- O governo federal tem ampliado programas de apoio, como o Plano Brasil Soberano, para mitigar os impactos das tarifas sobre exportadores.
Photo by Mathieu Stern on Unsplash






