terça-feira, 15 setembro, 2026

Top 5 da semana

notícias relacionadas

Bolsa bate recorde e economia brasileira desacelera

Podcast no Spotify

Bolsa de Valores atinge 155 mil pontos com 14ª alta seguida

O índice Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, fechou na segunda-feira (10) aos 155.257 pontos, registrando alta de 0,77%. Essa foi a 14ª alta consecutiva, aproximando-se do recorde histórico de 15 altas seguidas, registrado em 1994. O desempenho foi impulsionado por ações de setores como petroleiro, mineração e bancos, refletindo otimismo no mercado.

Em 2025, o Ibovespa acumula valorização de 29,08%, a maior desde 2019, quando subiu 31,58%. O dólar comercial, por sua vez, recuou 0,55%, fechando a R$ 5,307, influenciado pela expectativa da divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e dos dados de inflação de outubro.

Economia brasileira desacelera e projeções são revisadas

Apesar do desempenho positivo da bolsa, a economia brasileira mostra sinais de desaceleração. O Ministério da Fazenda revisou para baixo a projeção do PIB de 2025, de 2,3% para 2,2%, e também ajustou a expectativa de inflação (IPCA) de 4,8% para 4,6%. Essa revisão reflete uma menor expansão no terceiro trimestre e os efeitos da política monetária restritiva vigente, com a taxa Selic em 15%.

Setores como agropecuária tiveram projeção de crescimento elevada para 9,5%, enquanto indústria e serviços foram revisados para baixo, com crescimento de 1,3% e retração de 1,9%, respectivamente. Indicadores recentes apontam contração no crédito e desaceleração no mercado de trabalho, apesar da taxa de desemprego ainda estar em níveis historicamente baixos.

FMI destaca desafios para a economia em 2026

O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou ligeiramente sua projeção para o crescimento do Brasil em 2025, mas alerta para uma desaceleração mais forte em 2026. O relatório destaca que tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros têm reduzido a demanda externa, afetando exportações e investimentos.

Além disso, o espaço fiscal restrito limita a capacidade do governo de estimular a economia doméstica, enquanto a política monetária permanece restritiva para controlar a inflação, que o FMI estima em 5,2% para 2025 e 4,0% para 2026, próximo ao centro da meta oficial.

Impactos e perspectivas

  • A valorização da bolsa reflete confiança dos investidores, especialmente diante da expectativa de cortes na taxa Selic a partir de janeiro de 2026, caso a inflação venha abaixo do previsto.
  • Por outro lado, a desaceleração econômica e as incertezas comerciais, como as tarifas dos EUA, pressionam setores produtivos e o crescimento do PIB.
  • O governo federal tem ampliado programas de apoio, como o Plano Brasil Soberano, para mitigar os impactos das tarifas sobre exportadores.

Photo by Mathieu Stern on Unsplash

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

notícias populares